Todo ano parece se repetir o mesmo roteiro: chega o Dia de Finados, 2 de novembro, e junto com as visitas aos cemitérios vem a chuva. Muita gente brinca dizendo que “até o céu chora pelos mortos”, mas há uma explicação científica por trás dessa coincidência.
O motivo está no calendário climático. O início de novembro marca a transição entre a estação seca e o período chuvoso em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. As frentes frias vindas do Sul começam a se encontrar com o ar quente e úmido do interior, provocando pancadas de chuva típicas dessa época do ano.
Com o tempo, essa coincidência meteorológica acabou se transformando em tradição popular. Assim, o “céu que chora” virou símbolo da data — uma mistura de ciência e emoção que ajuda a explicar por que, quase sempre, o Dia de Finados vem acompanhado de nuvens e lembranças.
Em Pacaembu, durante a celebração de Finados – entre as 10:30h e 16:00h – o dia contou com grande nebulosidade, com chuvas que chegaram a acumular 20mm. Mesmo assim, grande fluxo de pessoas celebraram a data visitando o Cemitério Municipal.

